Vinhos Provados

quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Fonte de Gonçalvinho Branco 2012

Ano: 2012

Produtor: Quinta de Gonçalvinho

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado, Malvasia Fina

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: Enquanto escrevo este post, estou a imaginar que amanhã por esta hora estou de volta a "casinhas". E se o calor estiver por perto e este vinho ali "à mão", porque não bebê-lo?

Vinho produzido por António Narciso, proveniente das vinhas dos meus amigos Christelle e Casimir, na sub-região de Seia (grande Dão!). O blend é a conjugação quase sempre bem conseguida das castas encruzado e malvasia fina.

O resultado é um vinho fresco, mineral e crocante, delicado qb, mas gastronómico o suficiente para não deixar ficar mal qualquer refeição leve, ou simplesmente desfrutá-lo a solo.

Se houver, vou bebê-lo. Tá dito. E a seguir a este há-de vir o inconnu...Quero ver como esse "rebelde" está!


Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Alabastro Tinto 2012

Ano: 2012

Produtor: Aliança

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Trincadeira, Aragonês

Preço Aprox.: 3.20€



Veredicto: É curioso constatar como a ocasião, a companhia e as circunstâncias influenciam grandemente no comentário sobre um vinho... Este Alabastro, vinho mais que difundido nas grandes superfícies comerciais na Tuga, costuma andar na casa dos 3€. Confesso que em Portugal me passaria ao lado. Comprava outros vinhos, talvez injustamente. Até porque o bebi ontem, na companhia de amigos e a emparelhar uma bela picanha grelhada na brasa e harmonizou muito bem. 

Vinho "docinho" alentejano, de corpo médio, em equilíbrio, mas sem exageros. Bebeu-se lindamente.

Safou-se muito bem e foi de agrado geral, batendo aos pontos o EA (que também estava na mesa), esse mix de milhões de uvas da Fundação Eugénio de Almeida.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

FSF Tinto 2011

Ano: 2011

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Tinto

Região: Península de Setúbal

Castas: Trincadeira, Syrah e Tannat.

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: A José Maria da Fonseca (JMF) lançou este anono mercado a 6ª edição do FSF, vinho que pretende homenagear Fernando Soares Franco, pai do António e Domingos Soares Franco, os atuais responsáveis pela empresa. O FSF, da colheita 2011, é um vinho tinto elaborado a partir das castas Trincadeira, Syrah e Tannat, que estagiou 12 meses em meias pipas novas de carvalho francês. O vinho é apenas elaborado em anos considerados de exceção e sempre em quantidades limitadas

Agora que estou quase de regresso à Tuga para umas merecidas (mas curtas) férias, foi o último vinho que lá provei.

Cor carregada, aroma super complexo, mas deliciosamente desafiante, mineral, fruta preta, toque mentolado, chocolate. Boca com fruta de qualidade, taninos finos e sedosos. Fresco e apetitoso, termina muito longo e a pedir por mais.

Mais um ganda vinho proveniente da José Maria da Fonseca. Bravo!

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor ao qual agradecemos.



Classificação Pessoal: 17,5

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de Agosto de 2014

Herdade do Rocim Mariana Branco 2013

Ano: 2013

Produtor: Herdade do Rocim

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Antão Vaz, Arinto e Alvarinho.

Preço Aprox.: 5€


Veredicto: Produzido pela Herdade do Rocim, apenas para o mercado internacional, feito de Antão Vaz, com menor percentagem de Arinto e Alvarinho a completar o lote.

“Mariana” foi inspirado na pitoresca história de amor que uniu a freira do convento da Conceição em Beja, Mariana Alcoforado, e o galante militar francês Cavaleiro de Chamilly, no rescaldo das lutas pela Restauração (séc. XVII), em Portugal. Ficaram famosas as cartas de amor que Mariana escreveu ao seu amante Chamilly, publicadas em França corria o ano de 1669. Ele, regressado à pátria, casou e foi promovido a marechal, e ela viveu em clausura até aos 83 anos...

Cor: Cítrina

Aroma: No nariz sobressai a fruta tropical e algum lado floral. Boa intensidade aromática presente.

Boca: Fresco, focado na "doçura" da fruta, com bom volume. Boa acidez, com final agradável, equilibrado e de comprimento médio.

Um branco de entrada de gama, capaz de combater os homólogos da África do Sul, que aparecem aqui por terras Angolanas. Curioso verificar que evolui rapidamente para ir perdendo essa tropicalidade e harmonizar muito mais próximo de um branco seco. Digo isso, pois provei há pouco tempo o Mariana branco 2012 e verifiquei isso mesmo. Curioso mesmo, hein? Resta escolherem o perfil preferido. Eu vou pelo com mais algum tempo de garrafa...

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

sábado, 9 de Agosto de 2014

Quinta do Perú Tinto 2006

Ano: 2006

Produtor: Quinta do Perú

Tipo: Tinto

Região: Terras do Sado

Castas: Touriga Nacional, Syrah, Aragonez. .

Preço Aprox.: ?€


Veredicto: Situada entre Palmela e Serra da Arrábida, a Quinta do Peru está na posse da familía Espirito Santo há várias gerações. A sua tradição vinícola remonta aos anos 60 e, desde então, os vinhos Quinta do Peru foram degustados pela familía e seus ilustres convidados. (O BES faliu - LOL). Recentemente, e seguindo esta tradição plantaram-se novas vinhas utilizando os mais modernos processos de cultivo, incluindo uma criteriosa escolha de castas, de forma a garantir uma vinha de eleição. Foram plantados 25 hectares de tinto das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Aragonês e Syrah

Encontrei este vinho na Casa dos Frescos a um preço de combate aos vinhos Sul-Africanos (abaixo dos 1000 AKZ). Ano: 2006, Torci o nariz... Mas lá decidi comprar.

Apresenta cor ruby. Aroma a fruta madura, alguma baunilha, especiaria. Boca equilibrada, volume médio, taninos redondos, final agradável e sumarento.

Comportou-se muito bem para um vinho com 8 anos. Mostrando-se equilibrado e agradável ao consumo.
Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Ladredo Ribeira Sacra Tinto 2008

Ano: 2008

Produtor: Pedro Rodriguez Perez

Tipo: Tinto

Região: Ribeira Sacra (Espanha)

Castas: Mencia, Grenacha Tinturera

Preço Aprox.: 45€

Veredicto: Ladredo é nome de vinha, de uma pequena vinha velha, com cerca de 50 anos, virada a nascente e debruçada vertiginosamente sobre o Rio Sil. A sua inclinação é tão acentuada que torna a vindima numa tarefa quase hérculea. Nesta, coabitam duas castas: A Mencia (em Portugal Jaen) e a Grenacha Tinturera, que se traduzem no lote em 60% e 40%, respectivamente.

O Ladredo 2008 fermentou em balseiro aberto com 30% de engaço. Uma parte macerou por 45 dias e a restante por 75 dias. Estagiou por 12 meses em barricas novas e usadas, de carvalho francês

Cor aberta. Aroma muito fresco e mineral com fruta vermelha, leve especiaria. Boca elegante, leve e cheia de frescura. Profundo com final em finesse. Realmente diferente.

Importado para Portugal por Dirk Niepoort. Este e outros tesouros podem ser descobertos em http://www.niepoort-projectos.com/

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor ao qual agradecemos a extrema amabilidade.



Classificação: 17


Sérgio Lopes

sábado, 2 de Agosto de 2014

Prova dos Vinhos Cooperativa Agrícola do Távora

A cooperativa agrícola do Távora situa-se em Moimenta da Beira, agregando produtores da região. Produzem para além de vinho e espumante, maçãs, mais propriamente a tão famosa maçã "Bravo de esmolfe". A cooperativa está pois localizada na Região Demarcada do "Távora - Varosa", inserida entre a região do Douro e do Dão. Trata-se de uma região pequena em dimensão mas de onde saem sobretudo espumantes de grande qualidade, não só produzidos pela cooperativa sobre a marca "Terras do Demo", bem como por exemplo a famosíssima Murganheira, também proveniente daquela região.

A cooperativa produz diversas referências de vinhos brancos, tintos e espumantes. Tive a oportunidade de provar em Luanda, no Hotel Baía, as referências "O Malhadinhas" e "Terras do Demo", bem como os espumantes Rosé, Branco, Tinto e Reserva.



O Malhadinhas. O Branco,  fresco e de piscina, sobretudo focado para momentos de descontracção. Leve e fácil, mas bastante agradável. Tinto também simples, de entrada, equilibardo e directo. Prefiro o branco. Ambos têm um PVP de arromba ~2,5€.



Terras do Demo. O Branco Seco, mais complexo e profundo que o Malhadinhas. Com passagem por madeira para lhe dar esse extra de complexidade. Focado no lado floral da Malvasia, com toque abaunilhado. Um pouco mais de volume de boca, seria o ideal. No entanto, trata-se de uma excelente relação qualidade-preço, tendo um pendor mais gastronómico que o Malhadinhas. PVP de arromba ~3,75€. O Reserva Tinto, tal como o Malhadinhas feito de uvas provenientes de associados das regiões circundantes à Távora Varosa, mais propriamente do Douro... uma vez que não se consegue obter um vinho tão equilibrado se tal não for efectuado. Trata-se de um vinho complexo qb, bom para o preço que representa, mas sem deslumbrar. PVP  ~3,75€.





Espumantes Terras do Demo. Todos eles brutos. Terras do Demo Rosé. 100% produzido de Touriga Nacional. também denominado "olho de perdiz" tal a sua coloração ténue, rosada. Um espumante rosé delicado e floral, fresco, e equilibrado. Terras do Demo Branco. 100% produzido de Malvasia Fina. Cor citrina. Bolha fina e delicada. Muito fresco, com foco no lado floral e frutado da casta. Elegante e crocante, tem um final longo e persistente. Muito bem conseguido. Terras do Demo Tinto. 100% Touriga Franca. Costuma-se dizer que os espumantes tintos não são para ser apreciados por qualquer um. Precisam de comida a acompanhar e normalmente são mais agrestes. Os clássicos espumantes tintos da Bairrada da casta Baga são disso um exemplo. Mas não é este o caso. Não senti agressividade de boca. Apenas um perfil mais vínico, num conjunto estranho, é verdade, mas que fiquei curioso em provar melhor a solo, com uma comida a preceito a acompanhar. PVP dos 3 espumantes ~7,5€

Provamos ainda um espumante Terras do Demo Reserva Bruto, denominado "Pata de Lebre" que tem aquela complexidade dos espumantes que sofrem estágio com madeira e afins, muito bom de aromas, cor e boca quase perfeita, não fosse um final demasiado curto, que na minha opinião pessoal, destoa o conjunto. Pena. PVP ~14.5€

Em suma, foi uma boa prova, onde claramente para mim o grande vencedor da noite foi o espumante branco bruto 100% Malvasia Fina. Não só o mais bem conseguido de todos, como sobretudo o que mostra melhor a região e a forma como a casta se comporta. Uma excelente relação qualidade-preço.

Muito obrigado pela oportunidade de participar no evento!



Sérgio Lopes